O Brasil registrou 35,2 milhões de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado no trimestre móvel de fevereiro a abril deste ano. A saber, os dados excluem os trabalhadores domésticos, cujos números também foram pesquisados.
Em resumo, o número ficou 2,0% superior ao registrado no trimestre móvel anterior. Isso corresponde a um acréscimo de 690 mil pessoas nessa condição no país em três meses.
Vale destacar que a pandemia da covid-19 derrubou os números em 2020, e o mercado de trabalho ainda se recuperava nos primeiros meses de 2021. Por isso, na comparação com o trimestre de fevereiro a abril do ano passado, o número de trabalhadores formais cresceu ainda mais (+11,6%), acréscimo de 3,7 milhões de pessoas.
Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada totalizou 12,5 milhões de pessoas no trimestre móvel. Na comparação trimestral, o número ficou estável. Contudo, em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2021, a taxa disparou 20,8%, acréscimo de 2,2 milhões de pessoas com empregos informais no país.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta terça-feira (31).
Número de trabalhadores por conta própria e domésticos também cresce
Além disso, o IBGE informou havia 25,5 milhões de trabalhadores por conta própria no país no trimestre de fevereiro a abril. Na comparação com o trimestre móvel anterior, o número se manteve estável. Já na base anual, houve um crescimento de 7,2%, o que representa um acréscimo de 1,7 milhão de pessoas nesta condição no país.
O IBGE ainda revelou que o número de trabalhadores domésticos chegou a 5,8 milhões no trimestre móvel. A taxa ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas disparou 22,7% em relação ao trimestre de fevereiro a abril do ano passado, acréscimo de 1,0 milhão de pessoas em um ano.
Por fim, o IBGE reportou que a taxa de desemprego no Brasil caiu no período, para 11,2%. Apesar desse dado positivo, o rendimento real habitual do trabalhador também caiu em um ano, para R$ 2.569.
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